As revistas, o tempo e a ousadia

Fazem sete anos: foi no mês de junho de 2000 que as bancas de revistas (do Brasil e do mundo) receberam a NOVA. Não, não se trata da revista brasileira, aquela que, nos moldes da Cosmopolitan, ensina mais maneiras de entreter um homem na cama do que o próprio Kama Sutra. Falo de uma revista inglesa, dirigida por Deborah Bee, com direção de moda a cargo de Venetia Scott (stylist renomada, na época casada com o fotógrafo Juergen Teller).

Na capa do número 1, que você vê abaixo, nossa bela Ana Claudia Michels.

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E o que mais tinha nesta edição? Uma matéria de moda ambientada em Palm Beach, com a modelo Stephanie Seymour fotografada por Juergen Teller. Na produção: shorts de cintura alta, macaquinhos, óculos tipo rayban, blusas-lenço, etc.

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Uma matéria de alta-costura feita com ilustrações de James Jarvis. O look abaixo é Givenchy Haute Couture, por exemplo.

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E uma matéria do fotógrafo trash-sexual Terry Richardson, com a atriz Chloé Sevigny posando como modelo.

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Na seção de beleza, tops como a bela Jeísa Chiminazzo, exibem cílios com muuuito rímel, bocas em tons de coral e, nos olhos, sombras em cores fluo. Fotos de Miles Aldridge.

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Agora me digam: eu estou maluca ou tudo isso continua tão atual que poderia ter sido publicado este mês?

E a pergunta que não quer calar é: a revista NOVA inglesa estava muito à frente do seu tempo? Ou as publicações de agora é que ficaram muito caretas e perderam a ousadia?