Os Simpsons vão dominar o mundo!

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Vários blogs e sites já noticiaram, mas não vou resistir. O mundo foi invadido pela Simpson Mania. Foi no dia 27 de julho, sexta-feira passada, quando estreou nos Estados Unidos o longa-metragem The Simpsons Movie.

Quem quiser ver trailers do filme, pode clicar aqui.

No site oficial do blockbuster, super interativo, dá para fazer um tour por Springfield, participar de jogos, ou criar seu próprio avatar simpsoniano. Este aqui é o meu!

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Também não dá para deixar de ver o editorial de moda, sen-sa-cio-nal, publicado na edição de agosto da revista Harper’s Bazaar. Lá, a família mais aloprada de Springfiled aparece passeando por Paris, ao lado de estilistas famosos e top models do mundo real. Veja as duas imagens abaixo!

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A família dá um rolê pelas ruas da capital francesa junto com a top Linda Evangelista

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A senhora Simpson experimenta um vestido Chanel, observada pelo todo-poderoso Karl Lagerfeld

Enquanto isso, na Paris habitada por seres de carne e osso, a Colette, loja preferida dos fashionistas, coloca à venda uma série super exclusiva de bonecos do Bart Simpson, customizados por  vários artistas. Os toys já estão quase esgotados e o dinheiro arrecadado com as vendas, vai ser doado para a Cruz Vermelha. 

Eles não são incríveis? Eu queria todos esses Barts prá mim!

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E por fim, vale assistir ao hilário comercial do Burger King, que mistura video e animação. Eu já postei esse filminho outro dia, mas acho que vale o repeteco, para quem ainda não viu

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Malhação

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Saiu no Glamurama: a bela Carol Trentini  passou o final de semana numa academia de ginástica. Mas não era para entrar em forma (sempre impecável, aliás) e sim, para posar para um editorial da próxima ffwMag, com edição de Paulo Martinez e fotos de Rogério Cavalcanti. Eu queria muuuuito mostrar como a matéria ficou linda, mas não posso estragar a surpresa, né!

Acima, a  top na nova campanha de Oscar de la Renta

A flor do abacate

Recebi hoje, pelo correio, o catálogo precioso da marca Mary Design,  que faz as bijuterias mais encantadoras do mundo. A coleção, intitulada “A Flor do Abacate”, presta homenagem a Guignard, pintor importantíssimo na década de 20 e 30, ao lado de nomes como Cândido Portinari e Ismael Nery.

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“Festa de São João” de Guignard

O artista fluminense foi para Minas Gerais na década de 40, a convite de Juscelino Kubitschek, para dar aulas no recém-criado Instituto de Belas Artes, em Belo Horizonte. Apaixonou-se pela paisagem mineira, pelo mar de montanhas, pelo céu repleto de nuvens e balões. E foi ficando por lá.

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Dizem que costumava começar suas aulas assim: “Minhas senhoras e meus senhores: hoje vou apresentá-los ao amarelo.”

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Quando Guignard voltou da Europa em 1929, passou a dar um curso particular de pintura. As aulas aconteciam numa casa que havia abrigado o cabaré A Flor do Abacate. Foi daí, dizem, que Manuel Bandeira tirou a idéia de batizar o curso de “A Nova Flor do Abacate”. 

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A flor do abacate, aliás, se distingue por ter os ambos os órgãos, feminino e masculino, e por florescer por apenas 2 dias.

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“Guignard traduziu em traço e cor o seu mundo interior, particular e único. Um belo mundo tanto na dramaticidade de seus santos flagelados quanto na exuberância de suas flores e na delicadeza de suas cidades imaginárias.” Priscila Freire, diretora Map

Fotos do catálogo: Gustavo Marx/Produção de moda: Mariana Sucupira/Beauty: Léo Caffé

Mary Design: [email protected]

Museu Casa Guignard: rua Conde de Bobadela, 110, Ouro Preto, MG

É nóis!

Estou super orgulhosa: esta semana, o Moda Sem Frescura foi indicado na seção Vale a Pena Acessar do conceituadíssimo Blog do Noblat. E apareceu numa matéria do Estilo UOL, que é editado por Carol Vasone. 

Bem-vindos os novos visitantes! Entrem e fiquem à vontade!

Homer Simpson vai ao Burger King

O blog da publicitária Paula Rizzo está recheado de notícias sobre os lançamentos publicitários mais interessantes do momento. Como este comercial do Burger King que, aproveitando o lançamento internacional do filme dos Simpsons (que foi ontem), faz um mix de video e animação, muito legal. Confira, vale o click!

O fio mágico

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Quando era criança, aprendi a fazer bordados em ponto-cruz usando um tecido chamado vagonite, que tornava a tarefa facílima. Depois me desinteressei pela prática, mas nunca deixei de apreciar este tipo de trabalho manual. A delicadeza dos enxovais da minha mãe, por exemplo, com lençóis e toalhas de linho bordados à mão, sempre me fascinaram. É bem verdade que eu cheguei a usar algumas toalhas de chá como pareô, mas isso é outra história!

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Tempos depois, descobri que o bordado também podia ser usado na arte, em obras como as do Leonilson (acima, a obra The Bread) ou do Arthur Bispo do Rosário (foto abaixo). E percebi que o seu significado podia mudar totalmente, a angústia podia tomar o lugar da doçura, as questões existenciais podiam prevalecer às decorativas. O bordado podia servir não só para adornar a toalha de mesa, mas também criar o manto de “encontrar com Deus”, como queria Bispo do Rosário. 

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O ato de bordar, ligado ao de tecer, parece ser uma atividade ancestral. Fico me perguntando se seria tipicamente humana e quais as questões simbólicas envolvidas ali. Mas não quero me estender demais na filosofia.  

Veja, aqui, alguns outros artistas que se utilizam da técnica.

Tilleke Schwarz, artista holandesa

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Wagner Pinto, artista gaúcho radicado em SP.

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Jenny Hart, norte-americana do Texas que cria painéis com retratos de celebridades ou anônimos.  jenny-hart-marianne-lrge.jpg

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Além disso, Jenny Hart é responsável pelo Sublime Stitching, site que revitalizou o mundo dos bordados, oferecendo desenhos fofitos, descolados e acessíveis. Uma cartela com motivos criados pelo ilustrador Kurt Halsey, exclusivamente para a Sublime Stiching, como a que você vê abaixo, custa só 3 dólares. O site tem também bordados temáticos com unicórnios, pin-ups, diabos, etc. Vale a pena conhecer.

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post inspirado pelo Radar 55

Protesto

Vai ser neste domingo a caminhada de protesto contra o caos aéreo.

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 Abaixo, o artigo escrito por Cecília Giannetti, intitulado “Não existimos”, publicado na Folha de São Paulo de hoje. Na minha opinião, é a coisa mais lúcida que li sobre o assunto, até agora.

LIGO O Google Earth para me certificar se o Brasil e- xiste. Procuro o país na bola azul que, clique vai, clique vem, subdivide-se toda em terras, águas, nações etc., até chegar numa quitanda na ilha do Governador, estabelecimento gerenciado há uns 200 anos pela mesma portuguesa, a dona Odete.
Virtualmente, portanto, há Brasil. E dona Odete, ao menos na ilusão criada pelo Google Earth, ainda anota numa caderneta o que devem os que não pagam na bucha.
Muito do que acontece neste país me faz duvidar de que estejamos no mapa. Os gabinetes oficiais devem estar vazios, os corredores dos palácios do governo, no escuro.
Creio que sequer haja uma lâmpada que pudesse ser acesa, caso restasse em alguma sala um fun- cionário exercendo o ofício de varrer o grotesco para debaixo do tapete.
Não existimos. Somos invisíveis. Por isso nos permitimos ser levianos, apontar culpados generalizadamente, atirar primeiro e perguntar depois. Estamos sozinhos.
Não faz diferença a quem acusamos -eles não estão lá. Eles não estão nem aí. Eles vêem as ruas vazias, ninguém nos aeroportos, nos hospitais, nas escolas públicas. Para eles, que não nos enxergam, não há gente em lugar nenhum. Portanto, não se interessam pela contagem dos corpos mortos por negligência em um avião.
O noticiário me dá a entender que estamos fora do mundo. Uma questão meio Morrissey, meio existencial: o ex-vocalista dos Smiths afirmava, em refrão dos anos 80, que se sentia excluído da raça humana. Frescura: ele é inglês e jamais teve um governante chamado Collor.
Cada país tem seus problemas. Mas os nossos, os dos brasileiros, deviam ser capa de conceituada revista da comunidade científica ou render um seriado de TV como o sci-fi “The 4400”. É que desaparecemos, todos nós. Ninguém nos vê.
Gestos obscenos na TV dão a medida do respeito que eles, que não nos vêem, têm por nós. Não somos um povo, somos uma alucinação coletiva que só nós temos. Em época de eleição, fazemos aparições que eles computam e aproveitam. Depois, tornamos a sumir do mapa torto, deixamos de pertencer ao país. Somos invisíveis por omissão dos outros ou por omissão nossa? Devíamos esfregar o desrespeito na cara deles diariamente, com gana, até arrancar-lhes os olhos. Eles não nos vêem.
É o país do Deus-nos-acuda; porque ninguém mais vai fazê-lo.
Se instituíssem por aqui a Lei Seca e cortassem o fornecimento de antidepressivos e ansiolíticos, também não teríamos coragem de olhar. A seco, o Brasil não desce pela goela.
Não somos notados, passamos despercebidos como seres humanos. Vagamos bovinamente assistindo às tragédias, temendo o abatedouro, cujas formas de abater são multiplicadas pelo abandono.
Somos invisíveis, órfãos, viúvos, ex-amigos de gente que virou pó, de quem não vamos esquecer e que nunca existiram para aqueles que não são capazes de nos enxergar.

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Quer saber quem criou algumas das imagens mais marcantes que irão povoar as revistas gringas nos próximos meses? É só visitar o site da Vogue francesa, e conferir a ficha técnica das campanhas da Louis Vuitton, Céline, Miu Miu, etc. Veja, aqui, uma “palhinha”.

 

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Lara Stone para Givenchy por Inez van Lamsweerde & Vinood Matadin

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Gisele Bündchen para Aquascutum por Mario Sorrenti 

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Lara Stone (de novo!) e Jamie Burke para Calvin Klein Jeans por David Sims

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A campanha da Burberry por Mario Testino, com uma penca de modelos

relíquias

Enquanto continuo super atarefada com o trabalho de styling e consultoria, deixo aqui algumas imagens históricas que garimpei no meu acervo de revistas. Não canso de me surpreender com as reviravoltas da moda, a ousadia de algumas revistas gringas e otras cositas mas.

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Repare no sapato branco! Ele voltou com força total às ruas parisienses nesta estação, só que o bico é mais alongado!

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Uma dessas coelhinhas todo mundo conhece! Aos 23 anos, ela declarou à revista que sua ocupação era indeterminada, que seu disco favorito era The Best of Bow Wow Wow, que a pessoa mais importante em sua vida, no momento, era ela mesma e que, o que gostaria de mudar no futuro, era o seu cabelo. Ainda bem que a moça amadureceu e achou um rumo na vida, né não? A foto foi publicada na revista inglesa iD de setembro de 94.

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Esta era a capa da iD de maio de 1990, com a modelo Marni fotografada por Jean Batiste Mondino e styling de Judy Blame.

Mas… não lembra a capa de uma revista que está atualmente nas bancas? Digam nos comentários.