Siga aquele link –> Ricardo Hantzschel

Meu link de hoje é sobre o fotolivro Sal do fotógrafo Ricardo Hantzschel, lançado há pouco no Festival de Fotografia de Tiradentes, e ganhador do prêmio Marc Ferrez de Fotografia 2014.

As fotografias, belíssimas, foram captadas por Hantzschel em salinas na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, ao longo de anos. Depois, as imagens foram impressas utilizando uma técnica antiga conhecida como papel salgado.

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Assim, o mesmo sal extraído das salinas, que marcou a pele dos trabalhores daquele ambiente hostil, deu vida às imagens impressionantes. Nas palavras de Paula Braga, que assina um dos textos do livro:

Nas paisagens feitas nas salinas de praia Seca e Arraial do Cabo, Hantzschel achou um mundo que também é mais matéria do que imagem, mundo áspero, dos homens de pele ressecada, um real a que teremos cada vez menos acesso, à medida que viraremos digitais, em alta definição e baixa realidade.

E de lá mesmo pegou a saca de sal usado no processo de impressão da imagem no papel pincelado com gelatina e prata. Feitas com o sal que retratam, cada uma dessas fotos tem o tempero do real, pitadas daquilo que representam salpicadas na matéria da qual são feitas.

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Saiba mais sobre Ricardo Hantzschel e as fotos do livro Sal, abaixo!

 

“Ainda são as editoras que definem como pensar as roupas”

A querida jornalista Rebeca Moraes gentilmente me indicou a leitura de um texto publicado no jornal Valor Econômico, traduzido do Financial Times. Trata-se de uma reflexão sobre a expertise dos editores de moda face à democratização da moda nas redes sociais. Em outras palavras, o texto escrito por Vanessa Friedman explica a diferença entre os profissionais que criam imagens fashion e as blogueiras-it-girl. Clique aqui para ler.

Grace Coddington, a fabulosa editora de moda da Vogue America. Sou fã de carteirinha!

O desvendamento dos editores de moda começou, na verdade, há alguns anos, com “The September Issue” (2009), documentário de RJ Cutler sobre a Vogue americana que transformou o perfil público de Grace Coddington. Sua evidente paixão por seu trabalho e sua vontade de lutar por aquilo em que acreditava, mesmo que isso significasse enfrentar sua chefe, Anna Wintour; sua crença em que a moda é o avatar da arte no mundo real; e seu amor pela criação em detrimento do comércio – tudo combinou-se para elevar Coddington, para trazê-la dos bastidores e colocá-la como heroína do povo dedicado à moda.

 

 

Aéreas de Cássio Vasconcelos

No dia 09 de setembro, às 19 horas, durante a SP-Arte, o fotógrafo Cássio Vasconcelos lança o livro “Aéreas”.

Segundo o texto de divulgação, trata-se de “um percurso fotográfico que ao longo de cinquenta imagens nos apresenta terras, terrenos e territórios. Alguns virgens, mas a grande maioria ocupada ou transformada pela passagem do homem. Do alto – com privilegiado olhar –, o fotógrafo recorta a paisagem e desenha aos pedaços uma viagem perpendicular, recheada de geografias improváveis, raras geometrias e estranhos acúmulos.”

“Cássio Vasconcellos é artista da Pequena Galeria 18 e autor de trabalhos consagrados como Paisagens marinhas e Noturnos, entre outros. Com mais de 130 exposições em 18 países foi escolhido para participar do seleto grupo do BLINK, 100 photographers, 10 curators, 10 writer”

O livro vem em 3 edições diferentes. A mais luxuosa, limitada a 100 unidades, vem assinada e acompanhada de uma cópia fotográfica, por R$ 800. A intermediária, numerada de 101 a 300, também recebe assinatura mas vem sem a foto, por R$ 110. E a simples sai por R$ 39.

Serviço:
Lançamento do livro “Aéreas” de Cassio Vasconcelos
Dia 9 de setembro, às 19h, no sp-arte/foto 2010 – Shopping Iguatemi – 9º andar

o estilo de cada um

Há alguns dias li um post da top jornalista Cathy Horyn, do NY Times, que falava sobre a maneira como as revistas estão reagindo à internet. E mais especificamente, sobre a versão impressa do site “i like my style” — uma rede social que permite a qualquer pessoa cadastrada postar fotos sobre seu estilo, compartilhar informações e trocar mensagens sobre moda. Fiquei curiosa para folhear um exemplar e hoje, por acaso, um deles veio parar em minhas mãos.

Achei bem interessante a maneira como o material, totalmente comunitário, foi editado: por semelhanças visuais, estilo, localização geográfica, categoria, relacionamento… Curiosamente, entre os participantes encontrei alguns   brasileiros, como a drag Bianca Exótica e o fotógrafo Marcelo Krasilcic.

No slideshare abaixo dá para ter uma boa ideia de como é a publicação.

Lagerfeld em cenas

Neste final de semana, li uma matéria sobre Karl Lagerfeld publicada na Vogue inglesa de julho. O texto, escrito pela it girl Alexa Chung após uma série de encontros com Kaiser Karl, pouco me surpreendeu. Quem viu o documentário “Lagerfeld Confidential” ou leu algum perfil sobre o estilista, já deve ter tomado conhecimento de tudo o que Alexa descreve em sua reportagem: o pouco apego aos bens materiais, o olhar voltado para o futuro, a satisfação com a vida fashion sem rotina, a língua afiada, o copo de Diet Coke sempre à mão, etc.

Em todo caso, gostei das referências cinematográficas citadas por Lagerfeld. Traduzo o texto aqui:

Recentemente, adorei “A fita branca”. Eu acho que é um ótimo filme. Muito deprimente, mas eu sou daquela mesma região, então a paisagem se parece com a que eu via na minha infância. Meu filme francês favorito é “Les dames de Bois de Boulogne”. E o meu filme italiano favorito é “Amarcord” de Fellini. Meu filme alemão preferido é “Metropolis”. Meu filme americano, eu não sei, porque são tantos…Os filmes ingleses não são tão famosos, “Barry Lyndon, talvez , ou “A Clockwork Orange” (“Laranja Mecânica), mas eles são meio assustadores.

Para completar, sugiro uma passadinha pelo site da Chanel, para assistir ao curta “Paris-Shangai: a fantasy”, dirigido por… Karl Lagerfeld, bien sur! O filme é sobre uma viagem imaginária de Coco Chanel pela China dos anos 50. Vale a pena ver!