Siga aquele link –> Kim Kardashian na C&A

A família Kardashian no lançamento da Sears.

Com o lançamento da coleção de Kim Kardashian para C&A, que aconteceu ontem (11.05.15), vem bem a calhar este artigo de Teri Agins –autora de livros como Hijacking the Runway: How Celebrities Are Stealing the Spotlight from Fashion Designer— sobre os mecanismos que levaram as celebridades a ocupar o lugar que antes era exclusivo dos estilistas. Ela fala, inclusive, sobre o fracasso da marca Kardashian Kollection lançada pela Sears em 2011. Publicado no BoF. LINK –>

By 2013, Sears shoppers were no longer keeping up with the Kardashian Kollection. I saw this for myself at the Yonkers, New York branch of Sears, where a shoddy spread of clothes, flimsier than Halloween costumes, went virtually untouched at 50 percent off, alongside last-chance $9.99 markdowns on the “Klearance” rounder.

 

 

Siga aquele link –> O trabalho escravo da Zara, 20 anos de carreira de Francisco Costa e mais!

(11.05.15) Uma seleção muito pessoal de notícias sobre moda, exposições, seções de consumo, etc.

O caderno Mercado, da Folha de São Paulo, traz uma matéria sobre a autuação da Zara pelo Ministério do Trabalho por não cumprir o termo de ajustamento de conduta (TAC) feito depois que fiscais constataram que uma empresa subcontratada utilizava mão-de-obra de imigrantes em situação degradante de trabalho. LINK –>

Nota: Na minha opinião, os consumidores (sim, você, eu, e todos os outros) deveriam se conscientizar que uma camiseta não pode custar o mesmo que um capuccino, sem que haja algo profundamente errado em sua produção. 

O WWD reporta a homenagem aos 20 anos de carreira do estilista Francisco Costa, feita pelo Pratt Institute durante o desfile anual de formatura da instituição.  LINK –>

A atriz Rose Byrne e o estilista Francisco Costa

Ainda no WWD: Massala pode até ser a cor do ano, mas os acessórios em pauta no site exibem tons de verde esmeralda. LINK –>

Bolsa feminina de mão com visual divertido
Bolsa Les Petits Joueurs

Sobre Frida Kahlo, tem um texto bem bacana escrito por Guy Trebay, no NY Times, que fala, entre outras coisas, sobre o poder da imagem da artista que, apesar de ser reproduzida à exaustão, não perdeu a força. LINK –>

Retrato da artista Frida Kahlo em 1950
Frida Kahlo em 1950

Siga aquele link –> Frida Khalo, Novo Smoking, Excentricidade na Moda e Mais!

Mesmo tendo pouco tempo para escrever aqui, decidi voltar a postar e compartilhar informações bacanas que encontro na internet, quase diariamente. A nova seção, quem sabe, possa ser útil para quem estuda ou pesquisa moda: SIGA AQUELE LINK –>

O BOF (Business of Fashion) tem uma postagem bem interessante sobre as marcas que receberam apoio da Comme des Garçons: Junya Watanabe,  “Tao” de Tao Kurihara, “Ganryu”  de Fumito Ganryu, e “Noir by Kei Ninomiya”, do designer Kei Ninomiya (lançada em 2012). LINK: –>

Em sentido horário, a partir do alto à esq:. Junya Watanabe, Tao Kurihara, Fumito Ganryu, Junichi Abe, Chitose Abe, Kei Ninomiya
Em sentido horário, a partir do alto à esq:. Junya Watanabe, Tao Kurihara, Fumito Ganryu, Junichi Abe, Chitose Abe, Kei Ninomiya

No The Guardian, o destaque é a influência do estilo de Frida Kahlo, 60 anos após sua morte. Uma exposição fotográfica com 300 ítens de vestuário da pintora mexicana será inaugurada, dia 14 de maio, na galeria londrina Michael Hoppen. LINK: –>

A blusa com estilo corset e saia longa, típicas do estilo de Frida Kahlo. Foto: Ishiuchi Miyako/Michael Hoppen Gallery
A blusa com estilo corset e saia longa, típicas do estilo de Frida Kahlo. Foto: Ishiuchi Miyako/Michael Hoppen Gallery

A seção Vintage do The Cut, selecionou acessórios para quem quer se inspirar no estilo excêntrico de ícones como Iris Apfel, Diane Pernet e Susie Bubble, etc. Achei bem sacado. LINK:–> 

Leque, colar, brincos, turbante, óculos, sandália e pulseiras com o estilo extravagante de Catherine Baba
Look vintage inspirado na excêntrica Catherine Baba

WWD comenta o fato do smoking ter aparecido em vários desfiles de haute couture, como Giambattista Valli, Jean Paul Gaultier, Atelier Versace, Schiaparelli, Giorgio Armani Privé, e outros. Levando-se em conta a tragédia que foi o red carpet do Met Gala 2015, algumas celebs fariam bem ao adotar o look. LINK:–>

Modelo usa smoking revisitado no desfile de Gianbattista Valli
Smoking revisitado no desfile de Giambattista Valli

A dança da moda

A marca italina Bottega Veneta acaba de lançar o vídeo da campanha de Primavera Verão 2015, intitulado Emotion of Sound. Segundo Tomas Maier, diretor criativo da grife, a coleção foi inspirada na dança, mas não tanto no aspecto da performance e, sim, numa bailarina a caminho do ensaio.

 A mulher que tem uma postura bonita, move os braços graciosamente e tem um andar de dançarina –isto é o que eu achei inspirador, disse ele ao Style.com.

 

Aproveitando o tema, selecionei mais alguns vídeos que reúnem a moda e a dança, agora sem compromisso com a data de lançamento.

A Lanvin botou a modelada top para dançar e até Alber Elbaz entrou na onda, na campanha de Outono de 2011. Uma delícia!

A Diesel, em parceria com a revista inglesa iD, fez o abecedário todo da dança, mostrando 26 estilos, incluindo: krump, harlen shake, rumba, e até o twerk, que se parece bastante com o funk carioca. Sensacional!

Rachel Roy, estilista norte-americana que já vestiu celebridades como Michelle Obama, Kim Kardashian e Kate Hudson, apostou na dança para lançar a coleção Primavera 2011 de sua marca homônima.

Aqui, por iniciativa do shopping center Westfield Stratford City, 100 anos de estilo foram condensados em 100 segundos de vídeo, e o legal é que as coreografias também acompanham as décadas.

 

Quarteto fantástico

Adorei a série de camisetas lançada pelo site A Vida Secreta, em homenagem a protagonistas de filmes adultos. Tem t-shirt dedicada aos pegadores David Cardoso, Jece Valadão, Kid Bengala e Nuno Leal Maia; às divas internacionais Linda Lovelace, Traci Lords, Sylvia Kristel e Cicciolina; e  às brasileiras Rita Cadillac, Sonia Braga, Aldine Muller e Gretchen, que fizeram a alegria da rapaziada com filmes sensuais, dramas eróticos e pornochanchadas.

Escolha o seu quarteto fantástico e saia por aí, em busca de aventuras. O preço promocional de lançamento é camarada, só R$ 36.

“Ainda são as editoras que definem como pensar as roupas”

A querida jornalista Rebeca Moraes gentilmente me indicou a leitura de um texto publicado no jornal Valor Econômico, traduzido do Financial Times. Trata-se de uma reflexão sobre a expertise dos editores de moda face à democratização da moda nas redes sociais. Em outras palavras, o texto escrito por Vanessa Friedman explica a diferença entre os profissionais que criam imagens fashion e as blogueiras-it-girl. Clique aqui para ler.

Grace Coddington, a fabulosa editora de moda da Vogue America
Grace Coddington, a fabulosa editora de moda da Vogue America

O desvendamento dos editores de moda começou, na verdade, há alguns anos, com “The September Issue” (2009), documentário de RJ Cutler sobre a Vogue americana que transformou o perfil público de Grace Coddington. Sua evidente paixão por seu trabalho e sua vontade de lutar por aquilo em que acreditava, mesmo que isso significasse enfrentar sua chefe, Anna Wintour; sua crença em que a moda é o avatar da arte no mundo real; e seu amor pela criação em detrimento do comércio – tudo combinou-se para elevar Coddington, para trazê-la dos bastidores e colocá-la como heroína do povo dedicado à moda.

 

 

A vitória da natureza sobre a moda

Muito interessante o trabalho da jovem estilista Egle Cekanaviciute, natural da Lituânia, e graduada pela Saint Martin School, em Londres. Em 2010, ela criou uma coleção que relacionava ortopedia e alfaiataria, questionando a busca pela perfeição estética de ambos. Já no ano passado, ela partiu do princípio que toda criação humana é inferior em relação ao poder da natureza. A nova coleção aponta, assim, para a dualidade entre o natural e o artificial.

As peças com formas minimalistas têm bolsos, drapeados e recortes especialmente desenhados para acolher sementes de plantas.  Ao se desenvolverem, as mudas constroem novas silhuetas, aleatórias e híbridas.

UPDATE (junho de 2018): Acabo de descobrir que a jovem estilista citada aqui em 2012, se transformou em bióloga espacial da NASA. Surpreendente! 

Agora, o título do post deveria mudar para: A vitória da ciência sobre a moda.

(Obrigada pela dica, Juliana Tozzi e Thais Graciotti)

Estampas de Kricfalusi para Stussy

Estampa criada por John K para Stussy.
Estampa criada por John K para Stussy.

Quem era criança nos anos 90 e curte animação vai gostar de saber dessa. O cartunista canadense John Kricfalusi, autor dos geniais personagens Ren & Stimpy, criou algumas estampas para a marca californiana de surfwear, Stussy. De quebra, ele fez o filme de animação para anunciar a novidade, no seu característico estilo violento e trash.

O estilo democrático nas lojas de departamento

Na onda das redes internacionais de fast fashion, os grandes magazines brasileiros vêm fazendo parcerias com estilistas de destaque no mercado nacional para lançar pequenas coleções autorais, com preço acessível. É a tal da democratização do estilo, ou pelo menos deveria ser.

Uma das últimas iniciativas desse gênero foi o lançamento da coleção da estilista Karina Duek para a C&A, que aconteceu no dia 17 de novembro, trazendo roupas femininas, chiques e cool, como bem definiu a estilista no vídeo do making of, que você confere abaixo.

Uma das peças, em especial, me chamou a atenção: uma jaqueta rosa de couro sintético. Além da modelagem perfecto arrojada, com mangas curtas arrematadas por um laço, ela parecia ser feita de material leve e macio, muito similar a um couro verdadeiro de alta qualidade. Tudo isso por apenas R$ 149,90. Um feito e tanto. Pois esta semana, cerca de 15 dias depois do lançamento, chegou a notícia de que a peça tinha se esgotado, sumido das lojas. Cadê a democracia do estilo, pessoal? Se era para fazer algo exclusivo, não precisava ser na C&A, podia ser na boutique da marca, no Jardins.

Hoje, 04 de dezembro, a Riachuelo abasteceu as lojas com a coleção Fashion Five, composta por 5 grandes marcas: André Lima, Huis Clos, Juliana Jabour, Maria Garcia e Martha Medeiros. Confira o vídeo e torça para que as peças tenham uma vida um pouco mais longa, nas araras do magazine, do que as jaquetas da Karina Duek para C&A.

O fio da meada de Helen Rödel

Look da coleção Estudos MMXI de Helen Rödel

Nas mãos da estilista Helen Rödel –especializada em trabalhos manuais como crochê e tricô– o fio e o pensamento se entrelaçam, tecem reciprocidades e belezas para o corpo. Das laçadas concentradas, pacientes, brotam pontos pipoca que possuem a simetria das células, a textura das paisagens vegetais. Impossível não se encantar com a poesia que se materializa em forma de veste, de rede, de trama.

Franjas de canutilhos fulguram. Esculturas de madeira, semelhantes a vértebras –feitas pelo artista plástico Mauro Fuke– adicionam significados. A vida e a criação se fundem. O estímulo das cores segue uma lógica concretista. Surge a imagem de uma Lolita neotropicalista. Emocionante!

Mais detalhes no belíssimo vídeo sobre a obra Estudos MMXI, de Helen Rödel, que foi apresentada no evento Dragão Fashion de Fortaleza, em abril de 2011.

“A feitura das peças requer muita energia e concentração. É como se o cerebro se dividesse em dois. Sendo que uma parte coordena o tecimento, e a outra, a livre fruição do pensamento. Eu gosto de pensar nessa quantidade de pensamentos e ideias que habita cada ponto tecido.” Helen Rödel