Exposição – Robografia

Roberto Stelzer é um artista que transita entre a fotografia, a manufatura de brinquedos e a gravura, entre outras atividades. Confira, abaixo, duas obras que fazem parte da exposição Robografia, em cartaz na Galeria Mezanino.

obra em formato de robô colorido

obra em formato de robô colorido

Convite para a exposição de Roberto Stelzer na Galeria Mezanino
Convite para a exposição Robografia de Roberto Stelzer na Galeria Mezanino.

 


“Ainda são as editoras que definem como pensar as roupas”

A querida jornalista Rebeca Moraes gentilmente me indicou a leitura de um texto publicado no jornal Valor Econômico, traduzido do Financial Times. Trata-se de uma reflexão sobre a expertise dos editores de moda face à democratização da moda nas redes sociais. Em outras palavras, o texto escrito por Vanessa Friedman explica a diferença entre os profissionais que criam imagens fashion e as blogueiras-it-girl. Clique aqui para ler.

Grace Coddington, a fabulosa editora de moda da Vogue America
Grace Coddington, a fabulosa editora de moda da Vogue America

O desvendamento dos editores de moda começou, na verdade, há alguns anos, com “The September Issue” (2009), documentário de RJ Cutler sobre a Vogue americana que transformou o perfil público de Grace Coddington. Sua evidente paixão por seu trabalho e sua vontade de lutar por aquilo em que acreditava, mesmo que isso significasse enfrentar sua chefe, Anna Wintour; sua crença em que a moda é o avatar da arte no mundo real; e seu amor pela criação em detrimento do comércio – tudo combinou-se para elevar Coddington, para trazê-la dos bastidores e colocá-la como heroína do povo dedicado à moda.

 

 

Debaixo do chapéu

O que acontece quando se junta um chapeleiro maluco genial, como Philip Treacy, e um fotógrafo que domina a tecnologia e a inovação, como Nick Knight? Confira no sensacional vídeo Hatstand, que tem a modelo Grace Bol como protagonista.

 

BOOK DO DIA –> História da Moda de Marco Sabino

O BOOK DO DIA é “História da Moda” de Marco Sabino, 415 págs. com fotos coloridas, editora Campus – Elsevier, à venda por R$ 150 no site da Livraria Cultura.

Marco Sabino é médico de formação, designer de acessórios por convicção e estudioso de moda por devoção. Neste volume, elaborado durante 2 anos de dedicação e pesquisa, o autor conduz os leitores pela história da moda, da pré-história até o século 20. E o faz com um texto fluente, rico de informações e sem afetação.

Logo na introdução do livro, disseca a necessidade humana de modificar a própria aparência –através de vestimentas, tatuagens, pinturas e adornos, entre outros recursos– para ostentar poder, seduzir, ou por simples prazer estético.

Confira algumas páginas do livro.

Retrato de Jeanne Antoinette Poisson, a Madame Pompadour (1721-1764)
A atriz Jane Fonda nos anos 70
Capas de revistas dos anos 80, com os estilistas Ney Galvão, Clodovil e modelos
Editorial na revista POP de agosto de 1973
A pintura facial nos rituais de Papua Nova Guiné e na passarela de Lidija Kolovrat, no ModaLisboa de 2005

Geometria Fractal – Figurinhas infinitamente repetidas

Já parou para pensar na similaridade entre uma concha do mar e o formato do ouvido humano? Ou em como os alvéolos do seu pulmão são parecidos com as ramificações de uma árvore? Já imaginou se uma fórmula matemática pudesse explicar o formato das nuvens ou a imprevisibilidade do clima?

A geometria fractal do matemático francês Benoit Mandelbrot, divulgada nos anos 70 e 80, explica isso. Um fractal é um objeto geométrico que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhante ao objeto original. Diz-se que os fractais têm infinitos detalhes, são geralmente autossimilares e independem de escala.  Como nesta imagem de brócolis.

Imagem de um brócolis com estrutura fractal

Entenda melhor a Teoria do Caos e dos Fractais neste vídeo:

 

BOOK DO DIA –> Glamour de Diana Vreeland

O BOOK DO DIA é uma nova seção que acaba de nascer aqui no MSF e pretende ser um  pequeno antídoto contra a monotonia e a mediocridade do mundo fashion. 

Assim, o primeiro BOOK DO DIA é “Glamour”de Diana Vreeland, com prefácio de Marc Jacobs, editora Cosac Naify. E por um motivo muito simples: Vreeland inventou para si mesma a profissão de editora de moda.

Ela dizia coisas maravilhosas como: “Não há nada mais aborrecido do que o narcisismo –a tragédia de ser apenas…eu. Qualquer um de nós é capaz disso.” 

Em uma ocasião, nos anos 70, Vreeland e o fotógrafo David Bailey iam fotografar um enorme diamante Winston (ela era louca por eles, dizia que sentia verdadeiro amor pelas pedras) para a revista Vogue.  Mas apesar de terem uma ótima modelo de mão (sim, existem modelos especializadas nisso), a foto não estava impactante, para o padrões de Vreeland. Então ela pensou: “…em nenhuma parte do mundo há um veio de qualquer pedra preciosa que não tenha a ver com negros. E eles ficam maravilhosos com joias… Então tive uma ideia: não a de usar uma mão negra, mas de pintar a mão branca que tínhamos –algo totalmente artificial– com tinta preta. O fato de a imagem ser absolutamente artificial fez toda a diferença.

Aqui você confere o resultado.

Alexander McQueen – Abelha rainha

Confira o making of do desfile Alexander McQueen, Spring Summer 2013. Repare no trabalho meticuloso das casas-de-abelha, nos chapéus com vazados de favo, nos bordados cor de mel.

#das_poucas_coisas_que_tem_me_emocionado_na_moda

As bonecas da Dior

Adorável é a palavra para descrever este vídeo da Dior, que mostra a confecção das bonecas de pano que vão enfeitar a vitrine da marca neste Natal, na Printemps em Paris.

UPDATE: o vídeo citado acima não está mais disponível, mas encontrei um que mostra a vitrine da Printemps com as bonecas.

Isso sem falar na série Lady Dior Web Documentary, episódios 1 a 4, que não é bem documentário, mas tem cenas que mostram o ateliê da maison, a deslumbrante Marion Cotillard e, por último, uma animação deliciosa, com direito a música cantada por ela.  Aconselho a ver a série toda, em sequência.

 

 

Gravura e literatura

Litographs é o nome do projeto artístico de Danny Fein, que cria posters inspirados em clássicos da literatura, como Moby Dick de Herman Melville, A Odisséia de Homero ou Frankenstein de Mary Shelley. Isso não seria surpreendente, não fosse o fato das imagens serem compostas pelo próprio texto da obra, perfeitamente legível e na maior parte das vezes, completo.

Em um mundo em que se lê cada vez menos –uma pesquisa do Instituto Pró-Livro realizada em 2008 afirma que o brasileiro lê, em média, 1,3 livro por ano– um projeto assim merece ser comemorado. E divulgado! Até porque, a cada litografia vendida, um livro é doado a uma comunidade carente.

Litografia Moby do projeto Litographs
Moby, litografia que mede 60 X 90cm e contém 1/3 do texto de Moby Dick
Litografia Alice do projeto Litographs
Alice, litografia que mede 60 X 90cm e contém o texto integral de Alice no País das Maravilhas

(via brain pickings)

 

Fábrica low tech

Estudantes da ECAL (Ecole cantonale d’art de Lausanne), que fica em Lausanne (Suiça), criaram máquinas low tech que fabricam objetos como brinquedos e luminárias. Uma delas, no formato de cadeira de balanço, tricota sozinha, movida pelo movimento de vai e vem. Simples, engenhoso, genial!

(via Update or Die)