vale desconto

Nesta quinta-feira, 23 de abril, rola mais uma promoção imperdível da Cosac Naify.  Em comemoração do Ano do Brasil na França, a editora oferece 40% de desconto em livros de autores franceses comprados pelo site. Mas é só dia 23, não perca! Detalhes no flyer abaixo!

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São Paulo Fashion Rio

É oficial! A InBrands vai assumir o Fashion Rio. Leia o texto publicado no site do SPFW:

O Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) se associou a um novo parceiro no Fashion Rio e na sua bolsa de negócios: a InBrands, que considerando suas marcas, atua no mercado da moda há mais de 35 anos. Com a parceria, os eventos oficiais da moda brasileira no Rio de Janeiro ganham ainda mais força e o calendário nacional do setor passa a ser único, facilitando o planejamento de grifes, fornecedores e apoiadores.

Com o objetivo de estimular o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva do mercado de moda brasileiro, a Firjan licenciou à Inbrands a operação e marca do Fashion Rio por 10 anos, o que garantirá o crescimento e a sustentabilidade do evento ao longo do período. Por intermédio da Luminosidade, a InBrands fará a produção do evento a partir da próxima edição que começará no dia 7 de junho, quando tem início a temporada de desfiles das coleções primavera-verão.

Para ler o texto completo, clique aqui!

nova remessa

As revistas TRIP e TPM liberaram, recentemente, todo o seu conteúdo impresso na versão online. Preciso dizer que já admirava Paulo Lima, idealizador e editor das duas revistas, pelo fato de ter criado publicações que saem da mesmice e possuem um olhar diferenciado num mercado editorial restrito e conservador como o brasileiro. Agora, bato palmas para mais essa iniciativa.

E indico a leitura da matéria “Última Moda”, de Ariane Abdallah e Marcio Banfi, com fotos de Debby Gram. Texto e fotos apresentam oito novas estilistas, na faixa dos 21 anos, com propostas arrojadas, um pezinho na realidade e uma certa vontade de traduzir os novos tempos. Todas se formaram na Faculdade Santa Marcelina, no ano passado.

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Acima, a “roupa-abraço” de Najla Dip, um vestido com 25 mangas.

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Aqui, peça de Juliana Altafim que mistura a delicadeza do chiffon com o encorpado PVC.

Achou interessante? No site da revista tem mais!

ao natural

Deu no WWD ( o equivalente ao NY Times, em termos de moda?): na Elle francesa desta semana (sim, na França a Elle é semanal) a matéria de capa mostra a deusa italiana Monica Bellucci, retratada por Peter Lindbergh, sem um pingo de maquiagem e SEM RETOQUES. Além dela, mais 7 beldades que já passaram dos 30 toparam participar, nas mesmas condições: as atrizes Sophie Marceau e Charlotte Rampling, a ex-modelo e estilista Inés de la Fressange, e a modelo Eva Herzigova, entre outras.

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Que isso seja notícia num site sério como o WWD, diz muito sobre o tempo em que vivemos, não? Todo mundo quer “sair bem na foto”, mas os exageros cometidos em nome da perfeição estética já ultrapassaram todos os limites do aceitável. A matéria da Elle sinaliza que é hora de um backlash, não acham?

Por falar em preconceitos estéticos, vou contar o que aconteceu com uma amiga, charmosíssima, na faixa dos 50 anos, que decidiu parar de tingir o cabelo e assumir o tom grisalho. Mesmo mantendo o corpo longilíneo, o guarda-roupa fashion e a aparência bem cuidada, ela foi super criticada pelas amigas, que não se conformavam com o fato. Resolveu não dar ouvidos e está bem feliz, sem a escravidão da coloração mensal no salão de beleza. Ah, faltou dizer: o marido dela é francês e deu a maior força! Pelo jeito, os franceses e europeus são bem mais flexíveis com relação a padrões de beleza do que os brasileiros.

primeira fila

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Quem adora um brinde não pode deixar de participar do Concurso Cultural que está rolando no site do SPFW. A cada semana será sorteado um kit com mimos distribuídos durante o último evento. Para particpar, é preciso se cadastrar no MySPFW e responder a uma pergunta. Ah, todas as informações estão AQUI! Se joga!

berço esplêndido

Sabia que a alta costura francesa é protegida por leis?  Que essas leis foram criadas em 1945, ao término da Segunda Guerra Mundial, quando Hitler tentou transferir a sede da alta costura para Berlim e Viena? E que para usar a denominação haute couture é preciso cumprir uma série de pré-requisitos e conseguir aprovação da comissão do Ministério da Indústria?

Tudo iso e muito mais está na matéria SPFW Memória: a origem da alta costura, publicada no site do SPFW. Espia lá!

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worth2Vestidos de noite de Charles Frédéric Worth,  de 1887 e 1892. Foto extraída do site do Metropolitan Museum of Art

domingueira romântica

Na seção “domingueira” desta semana, um filme pra lá de fofo sobre a comunicação entre as pessoas: SIGNS.

o perfume da violência

Só podia ser um projeto do SHOWstudio – mais do que um site, o SHOWstudio é uma arrojadíssima plataforma de mídia interativa, do fotógrafo inglês Nick Knight – criar uma fragrância baseada na química da violência e documentar todo esse processo na internet.

Para realizar a tarefa, Knight se uniu à perfumista norueguesa Sissel Tolaas cujo trabalho envolve pesquisas bem pouco convencionais. “Dois anos atrás, quando a conheci (…) ela já tinha trabalhado na criação de um aroma baseado no medo dos homens que inesperadamente provou ser afrodisíaco para algumas mulheres”, conta.

Como a ideia, agora, é isolar o odor da violência, a perfumista precisa coletar o suor de homens em situações de combate, quando o corpo excreta uma série de substâncias químicas. A última atualização do blog do SHOWstudio, feita no dia 03 de abril, mostra um vídeo com trechos de lutas de boxe do Ultimate Challenge UK . Posteriormente, no vestiário, vê-se uma pessoa da equipe secando o suor dos pugilistas com toalhas que são embaladas para serem enviadas para Sissel Tolaas.

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A testosterona e os skinheads, foto de Nick Knight

Vale a pena ler o texto de Nick Knight sobre o conceito do projeto. Lá, ele conta como tudo começou (e a história remete ao seu início de carreira, quando fotografava skinheads),  que todo o processo será divulgado no site com transparência, uma vez que eventuais falhas fazem parte do processo, e se diz ciente das questões morais que o tema desperta, optando por não se desviar dele e sim, encará-lo de frente. É isso aí Nick, respira fundo e vai! Estamos curiosíssimos para sentir o verdadeiro odor da violência.

O jornal The Independant publicou uma matéria bem interessante, intitulada “Skinhead violence to fish markets – radical perfumiers are founding inspiration in the oddest places”, em que Bethan Cole fala sobre o projeto de “Violence” e de outros perfumes radicalmente inovadores.

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Em oposição aos aromas florais, Rei Kawakubo criou um odor abstrato

Vale lembrar que o precursor deles, lançado em 1998, foi Odeur 53 da Comme des Garçons, um aroma totalmente sintético criado à partir de conceitos abstratos como o frescor do oxigênio, pedras em brasa e dunas de areia, entre outras esquisitices.

Dez anos se passaram até algo realmente novo surgisse no reino da perfumaria. Em outubro de 2008, apareceu “Wode”, o perfume da marca Boudicca que inclui em sua composição notas de ópio e cicuta (planta cujo veneno é letal) . Além desses ingredientes que remetem à transgressão, ao ilícito e ao perigo,”Wode” ainda tem o mérito de ser o primeiro aroma colorido do mercado. Ele contém um pigmento azul cobalto que tinge a pele quando borrifado, mas desaparece alguns segundos depois, sem deixar traço.

“A tinta dissolve através de combinações químicas – é a mágica da ciência”, dizem os designers da Boudicca, Brian Lirby e Zoe Broach, em entrevista para o Independent. As marcas de tinta carregariam também associações simbólicas com valores como “bravura, coragem, status, fertilidade e heroísmo”, completam.

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Wode, da Boudicca, aroma e cor radicais. Foto: Justin Smith/ Image Source

O fato é que iniciativas inovadoras, como as de Nick Knight, Comme des Garçon e Boudicca e  são raras e o texto de Cole é claro quanto ao motivo: “ as marcas de moda que dominam a perfumaria geralmente são os monolitos corporativos”.

Como excessão à regra ele cita o projeto Six Scents da Seven New York (loja multimarcas que vende marcas como Cassette Playa, Gareth Pugh e Bruno Pieters) que “sob a curadoria de Joseph Quartana, possibilitou que nomes cults como Gareth Pugh, Bernhard Wilhelm, Preen e Alexandre Herchcovitch colaborassem com ‘narizes’ inovadores para criar seus próprios perfumes”. O resultado, seis frascos com aromas desenvolvidos por estilistas e perfumistas de vanguarda foi comercializado em pontos de venda selecionados da Europa, EUA, Asia e Austrália, com parte da renda revertida para a fundação Designers Against AIDS (DAA).

a distância do amor

Não costumo falar sobre campanhas de publicidade aqui, a não ser que sejam focadas em moda e tenham algum grande diferencial, como aquele anúncio do perfume masculino do Tom Ford, em que havia um… errrr… posicionamento de produto pouco usual.

Mas hoje eu  fiquei com lágrimas nos olhos ao assistir ao vídeo “Love Distance” que fala sobre a campanha de uma marca camisinhas japonesa, a Sagami Original. Vale a pena ver, clique na imagem abaixo para ser redirecinado para o site do filme.

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Eu não sou expert em publicidade, nem nada, mas achei o conceito da campanha muito pertinente: a marca produz a camisinha mais fina do mundo, com apenas 0, 02 mm de espessura e o filme fala sobre a distância entre os amantes. Também achei genial terem criado sites separados para homens e mulheres, sendo que depois de se cadastrar em um, você não podia acessar o outro e, no final da campanha, os dois sites se fundiram em um só. E principalmente, toda a ção foi baseada numa história real, com um casal de verdade, capaz de emocionar qualquer um que já tenha amado à distancia.

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Vale a pena ver o vídeo da Lookonline.com feito pela editora-chefe Marilyn Kirschner, que fala sobre as coleções de outono-inverno 2009 do hemisfério norte.

Para quem não entende bem inglês, vou dar uma resumidinha aqui. Ela começa falando algo que parece um pouco óbvio, mas que é bom lembrar: para a maioria dos seres humanos normais (o que exclui mulheres de milionários que gastam 25 mil dólares em roupas por semana) a função dos desfiles é servir como uma inspiração, mais do que um guia prático de compras. Uma fonte de informação que cada um deve filtrar de acordo com sua própria visão e estilo.

Entre as novidades mostradas nas passarelas há sempre algo que vai definir a estação e que pode ser um acessório, uma combinação de cores, uma peça-chave, uma nova proporção, um clima ou uma idéia. A verdadeira sacada está em olhar com outros olhos, estar aberto para o novo.

Como o recente desfile (teatral e elogiadíssimo pela crítica) de Alexander McQueen, em que ele mostrou – sobre uma passarela de espelhos quebrados – versões recicladas de clássicos como o New Look de Christian Dior, os tweeds de Chanel, algumas ideias de Yves Saint Laurent e outras tantas próprias. Com essa encenação, ridicularizou o fast fashion, o consumismo e a eterna reinvenção de estilos e décadas. Além de mostrar algumas roupas sensacionais, é claro!

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Na passarela de McQueen, bocas de palhaço e roupas que parodiam épocas e estilos

E já que o estilista foi revirar o baú em busca de idéias, Kirschner sugere que façamos o mesmo: que sacudamos a poeira daquele um blazer com ombreiras pontudas dos anos 80. E que assaltemos o guarda-roupa do namorado, marido ou pai, em busca outra peça importante: o “camel coat”, ou mantô de lã camelo. Ele apareceu nos desfiles de Donna Karan, Dries Van Noten e Derek Lam, em versões desestruturadas e oversize.

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À esq., camel coat de Dries Van Noten, à dir., Donna Karan

Quanto a cores, a editora sugere observarmos a sofisticada mistura de tons de Dries Van Noten. ou, algo mais simples, o mix de pink com preto de Marc Jacobs, que pode ser usado em pequenas porções: uma fita amarrada no lugar do cinto, um acessório, ou até mesmo um batom rosa. E uma vez que o preto é uma cor onipresente, outra opção é incluir toques de vermelho, como fez Yohji Yamamoto.

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Acima, looks de Dries Van Noten, um colorista de mão cheia

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Aqui, o rubro-negro de Yohji Yamamoto e o rosa chiclete de Jacobs

E o grande destaque, em termos de renovação de conceitos, fica mesmo com Rei Kawakubo, da Comme des Garçons. Kirschner avalia que a estilista japonesa, apesar de fazer uma moda nada comercial, fornece grande inspiração com suas sobreposições. Não é preciso ser literal, basta pinçar  algumas ideias da passarela: amarrar um xale na cintura, por cima de leggins, colocar um vestido de trás para a frente, ou sobrepor uma parka militar a um vestido de festa.

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Proporções e sobreposições para poucos e bons entendedores