na ponta de língua

“Só os homens que não se interessam por mulheres interessam-se pelas suas roupas. Os homens que realmente gostam de mulheres nem percebem o que elas estão a usar.” Anatole France, escritor francês (1844-1924)

underwear002.jpg

(Daniella Stinea por David Seidner, 1987)

Wilson e Walério, a festa dos W’s

Raramente dou dicas de liquidação aqui no blog, mas esta é especial: tem  precinhos  minúsculos (de R$ 25 a R$ 150), numeração variada e glamour garantido. Se joga!

walerio-liquida.bmp

domingueira

 the-national.jpg

Fazia tempo que um som não me tocava tanto (pelo menos desde o lançamento do último Radiohead). E é tão boa essa sensação de ficar fascinada ouvindo um disco dezenas de vêzes, de ir atrás das letras para aprender a cantar junto… que resolvi compartilhar esse “momento lindo” aqui, com vocês.

Na domingueira de hoje apresento The National, uma banda radicada em Nova York, com 8 anos de estrada e 4 discos na bagagem –sendo que o último, “Boxer”, foi lançado em maio do ano passado e recebeu ótimas críticas.

Para saber mais sobre a repercussão do disco, AQUI tem uma boa resenha da BBC de Londres, AQUI uma mais curtinha, que saiu na Rolling Stone americana, e ainda um texto interessante publicado no site da revista Soma.

Delicie-se com o clipe não-oficial de uma das minhas músicas preferidas, “Slow Show”, feito com imagens incríveis do filme “Masculine-Feminine” de Jean-Luc Godard. E se quiser cantar junto, não se acanhe, a letra está logo abaixo!

SLOW SHOW
Standing at the punch table swallowing punch
can’t pay attention to the sound of anyone
a little more stupid, a little more scared
every minute more unprepared

I made a mistake in my life today
everything I love gets lost in drawers
I want to start over, I want to be winning
way out of sync from the beginning

I wanna hurry home to you
put on a slow, dumb show for you
and crack you up
so you can put a blue ribbon on my brain
god I’m very, very frightening
I’ll overdo it

Looking for somewhere to stand and stay
I leaned on the wall and the wall leaned away
Can I get a minute of not being nervous
and not thinking of my dick
My leg is sparkles, my leg is pins
I better get my shit together, better gather my shit in
You could drive a car through my head in five minutes
from one side of it to the other

I wanna hurry home to you
put on a slow, dumb show for you
and crack you up
so you can put a blue ribbon on my brain
god I’m very, very frightening
I’ll overdo it

You know I dreamed about you
for twenty-nine years before I saw you
You know I dreamed about you
I missed you for
for twenty-nine years

You know I dreamed about you
for twenty-nine years before I saw you
You know I dreamed about you
I missed you for
for twenty-nine years

na ponta da língua

“A moda é uma variação tão intolerável do horror que tem de ser mudada de seis em seis meses.”Oscar Wilde 

E para ilustrar a ótima frase do modernista rabugento, uma foto com ironia e bom-humor enviada pelo figura, fotógrafo e skatista Flavio Samelo.

fashion-is-mierda.jpg

A imagem foi feita em Figueres, norte da Espanha.

PS- Aviso aos fashionistas: nada de levar as coisas ao pé da letra, tá!

na ponta da língua

“A moda, afinal, não passa de uma epidemia induzida.” Citação de Bernard Shaw,  escritor e dramaturgo irlandês (1856-1950).

saia-lápis e manga-presunto

livro-muito-pano-pra-manga-capa.jpglivro-muito-pano-pra-manga-capa.jpglivro-muito-pano-pra-manga-capa.jpglivro-muito-pano-pra-manga-capa.jpg

Crianças pequenas, de maneira geral, costumam se vestir de maneira livre e criativa. Qualquer pano vira uma capa mágica, qualquer ocasião, um baile de gala. Foi para divertir este público que a escritora Maria Amália Camargo escreveu “Muito Pano Pra Manga”, texto finalista do concurso “Concurso Nacional de Literatura João-de-Barro” / 2007 – categoria literatura infantil.

“Rasgue uma seda para o elogio funcionar
Babado, tricô e fuxico fazem a fofoca esquentar.

Um fina estampa para a aula de etiqueta
E, para se metamorfosear, gravata-borboleta.
Para acompanhar o chá das cinco, um terno Príncipe de Gales.
E que tal vestido trapézio para dar piruetas pelos ares?
Para assistir ao Quebra-Nozes, e também pra fazer rima,
Nada mais apropriado: uma calça bailarina!”

Trecho de “Muito Pano Pra Manga” de Maria Amália Camargo

Imagina se esse livro não vai para a minha biblioteca! Afinal, quem nunca enfrentou uma saia justa que atire o primeiro escarpim com salto agulha!

Tem mais um monte de textos bacanas no blog da autora: Na Contramão do Pelo Contrário”. Passa lá!

(Dica da escritora querida Silvana Tavano, do Diários da Bicicleta.)

t-shirts e ídolos

tshirts-worn-free.bmp

Já que ontem eu falei das camisetas geeks avistadas no Campus Party (veja o post abaixo), hoje resolvi espichar um pouco o assunto sobre a peça do vestuário –que junto com o jeans– é o que há de mais básico e essencial.

No site Worn Free você encontra clones das t-shirts usadas por roqueiros famosos como Debbie Harry, Iggy Pop, Frank Zappa, Joey e Jonhny Ramones, entre outros. Um detalhe bacana é que quando você clica numa camiseta aparece uma resenha informando quando ela foi usada, o que significa a estampa, etc.

Os preços variam entre 30 e 40 dólares, mais $11.50 de despesas de envio. Mas atenção: no site, eles alertam que a mercadoria está sujeita a taxas de alfândega, dependendo das leis de cada país. É melhor se informar antes.

São Paulo Fashion Geek

geek-t1.jpg 

Desde que comecei a blogar, me interesso cada vez mais pelo mundo digital e suas possibilidades de interação e comunicação. Brinco dizendo que estou “fazendo cursinho de nerd”, mas que ainda estou no pré-primário…rsrsrs. Um dia eu chego lá!

Para tentar dar uma agilizada no meu upgrade, fui visitar o Campus Party, um grande evento focado em technologia digital que está acontecendo, durante toda a semana, no prédio da Bienal.

Detalhe: sabe qual é o apelido que deram para o CP? São Paulo Fashion Geek! Genial, né! Isso me deu mais um motivo para explorar o local: descobrir qual o estilo “do pessoal que mexe com computador”.

Veja o resultado acessando o meu Flickr, aqui.

Quem quiser saber qual a sua classificação no gênero nerd (geek, blogueiro, gamemaníaco, trekker, etc.) pode acessar o blog Chiqueiro Chique, da bela Marina Santa Helena, e fazer o teste “Qual seu estilo nerd?”. É divertido!

o hype dos 100 dias

 amapo.jpgamapo-masc.jpg

Marcus Cardoso, amigo querido e blogueiro de plantão radicado no Rio de Janeiro, fez o favor de me mandar esta notícia, fresquísima, sobre a abertura de uma “loja kamikaze” que está rolando hoje, na cidade maravilhosa. Escuta só!

Já ouviu falar em “loja kamikaze”? Este conceito de business de moda virou mania no exterior: japoneses e europeus, por exemplo, já se acostumaram com o lance. Funciona mais ou menos assim: uma marca (ou alguém) abre uma loja temporária, de preferência num lugar inusitado. A divulgação é mínima, baseada no boca-a-boca. O resultado é a criação de um hype relâmpago, bem no clima de “consuma antes que acabe”!

E adivinha! O stylist José Camarano e seus dois sócios, André Bendavit e Fernando Stambowsky, importaram o conceito e estão prestes a abrir a primeira kamikaze store no Rio de Janeiro, lá no segundo piso do Shopping da Gávea, por apenas 100 dias.

Bomba! é o nome dessa loja que vai vender de quase tudo um pouco: camisas, camisetas, roupas de banho, acessórios, óculos… Entre as grifes pinçadas por Camarano estão Amapô (sensação do momento pós-SPFW), Do Estilista (de Marcelo Sommer), Soul Seventy, entre outras marcas – incluindo as iniciantes no mercado. Na festinha de inauguração, quem está a cargo da trilha sonora são os DJs da festa carioca Moo, povo da turma de Camarano e do gemagema.tv.

(Por Marcus Cardoso, editor da revistaparadoxo.com)

Acima, looks da Amapô por Charles Naseh/Chic

simplicidade sem simplificação

Faz um tempo que ando intrigada com uns anúncios que vejo no jornal, meio enigmáticos, de uma tal de Max Haus. Como parecia ser um empreendimento imobiliário e resolvi que este ano vou, finalmente, comprar um apê, fui investigar do que se tratava. E fiquei muito bem impressionada!

Tudo se baseia num conceito tão simples quanto inovador, batizado de Arquitetura Aberta: um espaço de 70 metros quadrados que cada um customiza como quiser. Sem as paredes internas –que costumam transformar os apartamentos em caixinhas de fósforo– sobra mais espaço o que é realmente essencial.

Adorei as sugestões de decoração!

max-haus-gui-e-mari.bmp

Por Guilherme Ommundsen e Mariana Albuquerque

max-haus-indio.bmp

Por Indio da Costa

max-haus-felipe.bmp

Por Felipe Protti

O bacana é que o conceito se estende pelo prédio todo, então lá não tem churrasqueira, salão de festas e outras cafonices do gênero. Por outro lado, tem piscina com raia, sala de fitness, vestiário para diaristas e lavanderia coletiva. Ou seja, espaços que tem a ver com as necessidades de hoje.

Quem quiser “brincar de casinha”, pode entrar no site da Max Haus e decorar seu próprio apartamento, clicando no ícone MaxHaus Virtual. Divirta-se!

Vale a pena, também, ver o filme de lançamento do projeto: uma animação digital bem maluca, com imagens psicodélicas!