As jóias de Imelda

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Imelda Marcos, a ex-primeira dama das Filipinas (sim, aquela conhecida pela coleção de mais de 3.000 pares de sapatos), acaba de lançar uma linha de jóias, feitas com cristais e pedras vintage que sobraram de seus trajes e adornos.  Como se pode ver pela foto abaixo, o estilo é rebuscado e exuberante. Vale a pena visitar o site Imelda Collection, de uma cafonice primorosa! 

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Para ler a entrevista com a filha de Imelda, Imee Marcos, publicada no Philipines News, clique aqui.

O papel da moda

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A designer de acessórios Denise Brandt, conhecida pelos divertidos colares de resina com rostos de boneca, acaba de lançar uma série de bonecas de papel. Cada uma delas vem acompanhada de roupinhas ultrafashion, inspiradas nas coleções deste inverno. O mais legal é você pode encomendar uma personalizada, com a sua cara. Eu quero a minha com franjão e guarda-roupa da Huis Clos, tá!

via Objetos de Desejo

Não falarás o nome de Johnny Cash em vão!

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Se você gostou do post anterior, provavelmente vai querer a letra da música. Adivinhei? Lá vai:

THOU SHALT ALWAYS KILL (Dans le Sac VS Scroobious Pip)

Thou shalt not steal if there is direct victim.
Thou shalt not worship pop idols or follow lost prophets.
Thou shalt not take the names of Johnny Cash, Joe Strummer, Johnny Hartman, Desmond Decker, Jim Morrison, Jimi Hendrix or Syd Barret in vain.
Thou shalt not think that any male over the age of 30 that plays with a child that is not their own is a peadophile… Some people are just nice.
Thou shalt not read NME.
Thall shalt not stop liking a band just because they’ve become popular.
Thou shalt not question Stephen Fry.
Thou shalt not judge a book by it’s cover.
Thou shalt not judge Lethal Weapon by Danny Glover.
Thall shalt not buy Coca-Cola products. Thou shalt not buy Nestle products.
Thou shalt not go into the woods with your boyfriend’s best friend, take drugs and cheat on him.
Thou shalt not fall in love so easily.
Thou shalt not use poetry, art or music to get into girls’ pants. Use it to get into their heads.
Thou shalt not watch Hollyokes.
Thou shalt not attend an open mic and leave before it’s done just because you’ve finished your shitty little poem or song you self-righteous prick.
Thou shalt not return to the same club or bar week in, week out just ’cause you once saw a girl there that you fancied but you’re never gonna fucking talk to.

Thou shalt not put musicians and recording artists on ridiculous pedestals no matter how great they are or were.
The Beatles… Were just a band.
Led Zepplin… Just a band.
The Beach Boys… Just a band.
The Sex Pistols… Just a band.
The Clash… Just a band.
Crass… Just a band.
Minor Threat… Just a band.
The Cure… Just a band.
The Smiths… Just a band.
Nirvana… Just a band.
The Pixies… Just a band.
Oasis… Just a band.
Radiohead… Just a band.
Bloc Party… Just a band. [ed.’s note: this is debatable]
The Arctic Monkeys… Just a band.
The Next Big Thing.. JUST A BAND.

Thou shalt give equal worth to tragedies that occur in non-english speaking countries as to those that occur in english speaking countries.
Thou shalt remember that guns, bitches and bling were never part of the four elements and never will be.
Thou shalt not make repetitive generic music, thou shalt not make repetitive generic music, thou shalt not make repetitive generic music, thou shalt not make repetitive generic music.
Thou shalt not pimp my ride.
Thou shalt not scream if you wanna go faster.
Thou shalt not move to the sound of the wickedness.
Thou shalt not make some noise for Detroit.
When I say “Hey” thou shalt not say “Ho”.
When I say “Hip” thou shalt not say “Hop”.
When I say, he say, she say, we say, make some noise… kill me.
Thou shalt not quote me happy.
Thou shalt not shake it like a polaroid picture.
Thou shalt not wish you girlfriend was a freak like me.
Thou shalt spell the word “Pheonix” P-H-E-O-N-I-X not P-H-O-E-N-I-X, regardless of what the Oxford English Dictionary tells you.
Thou shalt not express your shock at the fact that Sharon got off with Bradley at the club last night by saying “Is it”.
Thou shalt think for yourselves.

And thou shalt always… Thou shalt always kill!

cortesia do blog GOOD WEATHER FOR AIRSTRIKES

Quer mais? Visite o MySpace da dupla Dans Le Sac vs Scroobius Pip. Clique aqui!

O sermão das ruas

O que seria de nós, pobres roqueiros desgarrados, sem o blog do Lúcio Ribeiro, para espalhar a SENSACIONAL música-sermão da dupla inglesa Dans le Sac e Scroobius Pip?

A moda na ponta da língua

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Hoje aconteceu a primeira de uma série de conferências de Marie Rucki, diretora do Studio Berçot de Paris, trazida a São Paulo por iniciativa da Escola São Paulo, dirigida por Isabela Prata.

Madame Rucki começou com uma afirmação simples e verdadeira: “para saber para onde vai a moda, é preciso saber de onde ela vem”. Mais do que uma frase de efeito, suas palavras indicam que, para começar a entender deste metiér, é preciso ter uma boa base, muita informação e cultura de moda. Reforço esta idéia, aparentemente banal, porque quando eu era uma iniciante, do alto dos meus 20 anos, achava que sabia tudo. E hoje vejo muitos jovens bem intencionados cairem nesta mesma armadilha.

Reproduzo aqui, EM MAIÚSCULAS, outras afirmações de Madame Rucki, à partir das anotações que fiz durante o evento.

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“HOJE A MODA É ESTÁTICA. AS INVENÇÕES, SE É QUE ELAS EXISTEM, SÃO INVISÍVEIS, MINÚSCULAS. ELAS MODIFICAM A SILHUETA DE MODO SUTIL.”

“A INVENÇÃO DA MINISSAIA, NOS ANOS 60, FOI A ÚLTIMA GRANDE REVOLUÇÃO DA MODA. ELA FOI IMPORTANTE PORQUE REFLETIU UMA MUDANÇA COMPORTAMENTAL PROFUNDA.”

“A RAPIDEZ DA INFORMAÇÃO, DISSEMINADA PELA INTERNET, GERA CONFUSÃO. É PRECISO ENTENDER E DECODIFICAR AS IMAGENS QUE SE VÊ.”

“A DIFERENÇA ENTRE A ROUPA DE UMA MARCA DE LUXO E SUA CÓPIA POPULAR NÃO ESTÁ NO TERRENO DAS IDÉIAS E SIM NO MATERIAL USADO. E ISSO NÃO SE PERCEBE PELA INTERNET. A INFORMAÇÃO É ACHATADA E O CONHECIMENTO TORNA-SE SUPERFICIAL.”

A bíblia gráfica

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Foi uma delícia o lançamento da ROJO nº6 na livraria e galeria POP, na última sexta. Além de encontrar vários amigos, comprei a revista, tão grossa que mais parece uma bíblia, pelo preço promocional de R$ 60. Maravilha! Tem tanta coisa legal que é até difícil destacar algo em particular. Ainda assim, fiquei impressionada com o trabalho da artista espanhola Raquel Sakristan: ritualístico, agressivo, repleto de símbolos religiosos.

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I WANT TO BE UNPERFECT, é o que está escrito na abertura do site da artista.

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O diabo veste Calvin

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Muito boa a entrevista com Francisco Costa, estilista da Calvin Klein, publicada na páginas amarelas da Veja desta semana. Destaco algumas partes, mas recomendo a leitura integral.

 Veja – Não é impossível ficar fora do clima de O Diabo Veste Prada?
Costa —
Sou muito exigente. Detesto preguiça, gente que não gosta de pensar. Fico instigando quem trabalha comigo o tempo todo, e algumas pessoas já saíram da minha equipe. Disseram que não agüentavam mais a pressão. Mas moda é isso. Se você está ali para competir, tem de saber que trabalha 24 horas. Não é uma área light. É pesadíssima, com pressão de todos os lados. É um martírio. Você se expõe em lojas e revistas, seu trabalho está sempre em evolução e à disposição do mercado. Mesmo quando não está trabalhando, precisa estar ligado em tudo para buscar inspiração. Sou muito intenso no trabalho, deixo todo mundo louco.”

Veja – Vestir celebridades é uma atividade essencial na moda de hoje. Como é participar da guerra entre grifes para dominar o tapete vermelho?
Costa – Para ser honesto, acho essa parte da moda um saco. A briga entre os figurinistas das atrizes e os estilistas das grifes é tamanha que a relação perdeu o respeito. Dois anos atrás, quando Hilary Swank concorreu a vários prêmios com Menina de Ouro, fiz o vestido dela para a entrega do Globo de Ouro. Depois, pediram que eu também criasse o que ela usaria no Oscar. Não só fiz o modelo como encomendei um cinto de diamantes no valor de 3 milhões de dólares que era um escândalo. Fiz umas oito provas do vestido com a Hilary. Mas, no dia, para nossa surpresa, ela apareceu no Oscar com um modelo de outra grife. Foi um desastre. Não vejo glamour nessa história. É uma guerra da qual todos somos obrigados a participar, mas esse mundo da moda voltada para as celebridades não é chique, ficou muito vulgar. Para piorar, hoje muitas delas têm as próprias linhas de roupa. Acho um absurdo ver o Puff Daddy (cantor de rap que é dono da marca Sean John) receber o prêmio de melhor estilista do ano. Isso é uma desmoralização.

Veja – É uma tarefa difícil substituir um ícone americano como Calvin Klein. Qual deve ser a sua marca pessoal na grife?
Costa – Em seus 35 anos de carreira, Calvin optou pelo minimalismo. Entrar ali e fazer o mesmo que ele fez seria medíocre. Finalmente, depois de quatro anos, acho que cheguei à nova essência, a um balanço, na coleção apresentada em fevereiro passado. É um minimalismo atual, mais sexy, mais feminino, um pouco mais decorativo para driblar a competição. Hoje, você tem de oferecer mais: ninguém quer um blazer de três botões simplesmente por ser um blazer de três botões. Isso ele encontra hoje nas linhas mais populares. Tenho de oferecer algo diferente.

Veja – O que é chique hoje? Você concorda com os estilistas que falam que é possível usar tudo hoje em dia?
Costa –
Não dá para ser chique usando tudo o que se quer. É claro que hoje existem muitas opções na moda. Mas ser chique é conhecer o próprio corpo, entender de proporção. Se você tem pernas bonitas, pode ter como assinatura uma saia num determinado comprimento que as mostre. E também acho que ser chique é ser clássico, não é seguir todas as tendências que aparecem. Isso é coisa para um mercado mais popular. O estilista tem a função de instigar, de agir como antena do dia-a-dia, do mundo em que vivemos hoje. Mas a mulher não pode ir atrás de todas as novidades.

Veja – E as brasileiras? Qual é o grande pecado que cometem no vestir?
Costa –
Sabe o que eu detesto? Barriga de fora. Digo para as minhas sobrinhas: que barrigada de fora é essa o tempo inteiro? Acho péssimo. Também acho que a brasileira está complicando muito, usando jeans com muitos detalhes, por exemplo. Seria bom voltar à simplicidade. A brasileira acerta mais quando está natural. A gente já tem fama de ser muito sensual. Se usar muita coisa, vulgariza. Entendo que a exuberância brasileira vem das formas da natureza. Mas cresci cercado pela simplicidade. A arquitetura dos sobrados mineiros, por exemplo, é de linhas minimalistas. Minha irmã se vestia muito de branco, com roupas feitas de algodão. Existe essa simplicidade quase monástica na essência do trabalho do Calvin, que é muito parecida com as imagens da minha infância e da minha adolescência

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Do the human thing!

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Se você estivesse num avião e um político detestável se sentasse na poltrona da frente, o que você faria? Provavelmente, nada, assim como eu e a grande maioria das pessoas.

Se você soubesse que um homem está preso há 23anos, sem nunca ter recebido uma única visita, isso te comoveria?  Provavelmente, não. Eu, por exemplo, pensaria: ele deve ter feito algo muito grave e merece estar nesta situação.

Al Lewis, ator conhecido como o adorável vovô da família Monstro, teria atitudes completamente diferentes. Teria não, teve! Desancou o secretário de estado Henry Kissinger durante um vôo de Nova York para Los Angeles, chamando-o de assassino de massa, para baixo. Fez visitas a presos e criou uma campanha para que as pessoas se correspondessem com detentos, apenas para devolver a eles um pouco de sua humanidade.

Esta figura carismática, militante e humana é o assunto do documentário “Adeus, América”, dirigido por Sergio Oksman, que abriu o 12º Festival Internacional de Documentários,”É tudo verdade, It’s all true.”. Eu assisti o filme (que foi aplaudissímo) e recomendo. Para saber mais sobre o festival e sua programação, clique aqui.

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